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Invisibilidade é estratégia

  • rijarda7
  • 13 de dez. de 2025
  • 1 min de leitura



Quanto mais estudo o discurso do poder — especialmente o poder descrito por homens, para homens e sobre homens — mais percebo como fomos educadas para sermos figurantes no próprio jogo. Nada no processo de invisibilização feminina foi espontâneo: é engenharia. É arquitetura social. É estratégia histórica.


O tabuleiro foi desenhado para que a mulher brilhe, mas não comande. Para que ocupe espaço, mas não território. Para que apareça, mas não ameace.


Nos disseram que ser transparente era ser “boa”. Nos disseram que ceder era ser “evoluída”. Nos disseram que suavizar era ser “aceita”.


E enquanto éramos treinadas a sermos luz suave, o jogo era disputado na sombra — onde decisões reais, acordos silenciosos e movimentações invisíveis acontecem.


Quando sugerem trocar a palavra Poder por “liderança”, não é gentileza. É medo! Porque o poder, quando usado por uma mulher consciente, não é beleza. É força. É precisão. É mudança. É ruptura. E é exatamente aí que o sistema treme!


A invisibilização é planejada porque, quando uma mulher entende sua presença no tabuleiro, ela deixa de ser peça. Ela se torna jogadora, lê, antecipa, movimenta. Ela define ritmo e o jogo muda.


O tabuleiro sempre falou. O problema é que, durante séculos, fomos ensinadas a não ouvir. Agora ouvimos, enxergamos e ocupamos. E quem ocupa com consciência… ameaça o padrão.


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